Este curso tem como objetivo principal preparar futuros profissionais e pesquisadores em Geografia e áreas afins (Geociências, Engenharias) para a análise dos principais controles geomorfológicos (tectônicos, litológicos, climáticos e pedológicos) que condicionam a formação das paisagens em diferentes recortes regionais. Além disso, busca fornecer conhecimento sobre os geossistemas que estruturam essas paisagens, articulando escalas globais e locais, de modo a qualificar a interpretação dos processos e materiais envolvidos na dinâmica superficial.
A disciplina será composta por aulas teóricas e práticas, iniciando com uma abordagem em escala global e progressivamente avançando para recortes regionais e locais. O componente essencial do curso será o trabalho de campo, estruturado como um transecto que atravessa diferentes contextos geomorfológicos, desde os granitos da Formação Serra da Mesa (Neoproterozoico) na cidade de Uruaçú/GO, passando por uma variedade de grupos metamórficos dos domínios interno e externo da Faixa Brasília (Neoproterozoico) nas cidades de Niquelândia, Colinas, São Jorge e Alto Paraíso onde se encontram os quartzitos do Grupo Paranoá (Neoproterozoico), com forte controle estrutural.
Nesse ponto, o percurso atravessará o Vão do Paranã, um vale de grande importância geomorfológica e economica passando por seus depósitos sedimentares (Quaternário) e avançando até o Grupo Bambuí (Neoproterozoico-Paleozóico), onde será estudada a paisagem cárstica. Por fim, o trajeto segue até os arenitos do Grupo Urucuia (Cretáceo) na região de Mambaí/GO, que constitui o divisor oposto e geologicamente distinto do substrato do Grupo Paranoá, em Alto Paraíso.
Trabalhar em tal diversidade geológica e geomorfológica permitirá não apenas conhecer a região, mas também aprender a correlacionar os controles geomorfológicos de forma expedita, objetivo central desta disciplina.
Traçar um perfil dos aspectos mais relevantes das matrizes territoriais oriundas da África presentes no Brasil. Nesse sentido, buscaremos estabelecer e reconhecer outras perspectivas para uma compreensão da diáspora secular africana, do “Brasil Africano” construído no espaço geográfico e da população afro-brasileira excluída do sistema dominante. A disciplina também intenciona instrumentalizar o/a estudante a trabalhar as questões raciais para minorar as deformações historiográficas da imagem geográfica construída para o continente africano e para a população descendente no nosso país, abordando temas ligados à educação, políticas públicas, interseccionalidades e movimentos sociais.
Compreender a evolução dos conceitos e principais temas abordados pela Geografia Urbana, perpassando pela discussão das escolas de Geografia Urbana, do fenômeno urbano a partir de métodos e periodizações, das teorias da urbanização nos países do Sul e, por fim, da urbanização brasileira. Os debates terão interfaces entre a Geografia Urbana e disciplinas voltadas à dinâmica das cidades.
Definição e conceitos básicos. Distribuição geográfica dos organismos vivos - vegetação. Apresentação dos métodos comumente aplicados nos estudos fitogeográficos e aplicação da Fitogeografia nos estudos da paisagem geográfica.
Aspectos fundamentais da Geografia do meio ambiente:
relação homem-natureza; emergência das problemáticas ambientais globais.
Demandas econômico-sociais e fatores limitantes. Conservação e manejo da
biodiversidade; recursos ambientais; povos e comunidades. Desenvolvimento
sustentável: origens, definições e implicações atuais. Cidadania e justiça
ambiental.
Este curso tem como meta fundamental preparar o futuro profissional/pesquisador da área de Geociências para reconhecer os controles da geração e evolução das formas da superfície terrestre (evolução da paisagem) e interpretar sua dinâmica e funcionamento. Para isto, se buscará alcançar os seguintes objetivos: Conhecer as Influencias e heranças litológicas e tectônicas na formação de paisagens geomorfológicas específicas (da escala planetária a escala local); b) aprender a calcular a perda de solos e seus resultantes para o relevo; c) reconhecer os condicionantes, mecanismos e formas associadas aos processos geomorfológicos (intemperismo, erosão/transporte e deposição); d) reconhecer e interpretar as respostas geomorfológicas às mudanças ambientais antigas e recentes, com foco especial sobre os desastres naturais; f) viabilizar a integração do conhecimento geomorfológico às questões afins ao planejamento, gestão e manejo de sistemas geomorfológicos delimitados por bacias hidrográficas.
O objetivo da disciplina de cartografia I é
capacitar através de práticas os alunos na leitura e produção de representações
cartográficas. Para tanto, serão apresentadas as noções básicas relativas à
cartografia, as formas atribuídas à Terra; os sistemas de coordenadas
geográficas e UTM; os fusos horários; o conceito de escala; caracterizar os
principais sistemas de projeções cartográficas; medidas sobre os mapas e cartas
topográficas, tanto em termos de planimetria, quanto de altimetria. Serão
também abordados conceitos e princípios básicos para a representação
cartográfica de mapas e sua formulação em ambiente computacional utilizando
técnicas de geoprocessamento.
Clima tropical e Intemperismo.
Formação de perfil laterítico.
Pedogênese em ambiente tropical.
Classificação Brasileira dos solos.
Solos e Meio Ambiente
Solos e Ensino
Disciplina obrigatória oferecida ao curso de Licenciatura em Geografia.
Meteorologia e climatologia: conceitos e métodos; relações terra-sol; observações do tempo; elementos e fatores do clima: composição e estrutura da atmosfera; pressão atmosférica; vapor d'agua na atmosfera: evapotranspiração; balanço hídrico, precipitações: medidas e relações com a agricultura; movimentos da atmosfera; clima e agricultura. balanço de energia; uso e ocupação do solo; mudanças climáticas.
Estudo das interações entre os seres vivos e seu ambiente em escala global, continental e local; estudos dos principais biomas naturais e daqueles criados pelo homem.
A Biogeografia na ciência moderna é um campo de conhecimento da Geografia e da Ecologia que pesquisa o modo como os seres vivos se distribuem no tempo e no espaço.É o estudo da diversiade espacializada. É também o estudo das melhores maneiras de projetar a conservação ambiental, diante da intensa devastação ambiental.